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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Informativo ÂMI 05/2018

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“DESCERÁ SOBRE VÓS O ESPÍRITO SANTO E VOS DARÁ FORÇA; E SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS EM JERUSALÉM, EM TODA A JUDÉIA E SAMARIA E ATÉ OS CONFINS DO MUNDO” (Atos 1, 4–8)


PALAVRA DE DEUS (ICor 12,3-13)
3.Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: Jesus seja maldito e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo.
4.Há diversidade de dons, mas um só Espírito.
5.Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor.
6.Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7.A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum.
8.A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito;
9.a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito;
10.a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas.
11.Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.
12.Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo.
13.Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito.



UM LEMA PARA A RCC: “ALEGRES BEBAMOS A SÓBRIA EMBRIAGUEZ DO ESPÍRITO”
Por Frei Raniero Cantalamessa, OFMcap
No dia seguinte à festa de Pentecostes de 1975, por ocasião do encerramento do Congresso Mundial da Renovação Carismática na Igreja Católica. O Sumo Pontífice Paulo VI se volta aos dez mil participantes reunidos na basílica de São Pedro e faz um discurso que se apresenta até hoje, para a Renovação, como o documento mais importante para saber o que a hierarquia da Igreja pensa e espera dela. Depois de ler o discurso oficial, o Papa acrescenta, de modo improvisado, estas palavras: “No hino que lemos esta manhã, no breviário, que remete a Santo Ambrósio, no século IV, se encontra esta frase difícil de se traduzir, mesmo que seja muito simples: Laeti, que significa alegres; bibamus, que significa bebamos; sobriam, que significa bem definida e moderadamente; profusionem Spiritus, que é a abundância do Espírito. “Laeti bibamus sobriam profusionem Spiritus”. Poderia ser o lema impresso sobre o vosso movimento: Um programa e um reconhecimento do Movimento em si”.
A Igreja traçou-nos, portanto, pela boca de seu pastor supremo, um programa. Não podemos deixar com que nenhuma palavra disso se perca; devemos, antes, descobrir todo o seu conteúdo, sobretudo o conteúdo daquela palavra latina que fala de uma sóbria profusão do Espírito.
A “Sóbria Embriaguez” nos Padres
O Papa indicou-nos de onde ele mesmo buscara aquele programa: de Santo Ambrósio, isto é dos Padres, daquela mina inexaurível que é a Tradição viva da Igreja. Desejo agora conduzir-vos comigo nesta mesma mina da Tradição para descobrir que coisa pensavam os Padres da Igreja quando falavam de “sóbria embriaguez do Espírito”. Antes de tudo, é este – nos perguntamos – o pensamento de um Bispo isolado ou é mais que isso?
Enquanto buscava uma resposta para esta pergunta, fiz uma descoberta estupenda. Houve um momento na vida da Igreja – por volta do primeiro século – no qual o cristianismo inteiro fez a experiência de uma embriaguez espiritual, uma intoxicação de Espírito Santo (mas veremos que tipo de intoxicação estamos falando). Algumas vozes deste coro nos ajudarão a compreender que coisa o Papa desejou sugerir-nos com aquelas palavras.
Jerusalém, ano 358: O Bispo do lugar, Cirilo, comentando aos catecúmenos o acontecimento de Pentecostes e as palavras de Pedro: Estes homens não estão embriagados como vós pensais”(At 2, 15), diz:
“Não estão embriagados no sentido que vós entendeis. Estão ébrios, sim, mas daquela sóbria embriagues – nefálios méthe – que fez morrer os pecados e vivifica o coração, e é o oposto da embriaguez material. Esta – a embriaguez material – faz esquecer aquilo que já se sabia; aquela, por sua vez, doa o conhecimento daquilo que antes era desconhecido. São ébrios porque beberam o vinho daquela vida espiritual que afirma:Eu sou a videira, vós os ramos (Jo 15, 5)” (São Cirilo de Jerusalém, Catequese XVII, 19).
Esta embriaguez vinda do Espírito Santo é, portanto, um estado no qual o homem é purificado dos pecados, tem o coração despertado de fervor e a mente elevada a um conhecimento especial de Deus: um conhecimento não discursivo, mas intuitivo, quase experimental, acompanhado de doçura interior.
De Jerusalém, vamos juntos para Milão. Escutamos nas palavras do Papa o verso de um hino de Santo Ambrósio. Não é a única vez que o bispo de Milão fala da sóbria embriaguez do Espírito. Pregando aos neófitos, ele disse:
“Toda vez que bebes, recebes a remissão dos pecados e és inebriado do Espírito. Neste sentido, o Apóstolo diz: ‘Não vos embriaguez de vinho, mas enchei-vos do Espírito’ (Ef 5, 18). Aquele que se embriaga de vinho cambaleia; aquele, porém, que se inebria do Espírito Santo é enraizado em Cristo. Verdadeiramente excelente é esta embriaguez que produz a sobriedade da alma!” (De Sacramentis, V, 3, 17; SC 25, p. 92).
Mesmo entre os cristãos de Milão portanto se vê a mesma experiência: o Espírito Santo, dado nos sacramentos, especialmente na Eucaristia, dá a alma uma de embriaguez que não tem nada de decomposto e de exterior, e todavia arrasta para fora do seu ritmo natural, fora da sua pobreza e impotência natural, em um “estado de graça” no qual não há mais lugar para dúvidas, arrependimentos, egoísmos, mas somente para a alegria e a gratidão. A alma está enraizada em Cristo.
Agora uma outra voz da tradição, a de Santo Agostinho:
“O Espirito Santo – diz aos neófitos – veio para habitar em vós (é o dia da Páscoa e eles acabaram de receber o Batismo!); não permitais que ele fique distante; não o exclua mais dos vossos corações. É um bom hóspede: encontrou-te vazio e te encheu; encontrou-te faminto e te saciou; encontrou-te sedento e te inebriou. Seja Ele a inebriar-te verdadeiramente. Diz o Apóstolo: ‘Não vos embriagueis de vinho que traz a luxúria’. Depois, para nos inculcar a respeito de que coisa devemos nos embriagar, continua: ‘mas sejam repletos do Espírito Santo, recitando entre vós hinos, salmos, cânticos espirituais, cantando e celebrando ao Senhor com todo o vosso coração’ (cf. Ef 5, 18s). Quem se alegra no Senhor e canta a Ele com grande exultação não se assemelha talvez àquele que é ébrio? Compraze-me esta ebriedade… O Espírito de Deus é bebida e luz” (Sermo 225; PL 38, 1098).
Santo Agostinho Agostinho se perguntou por que as Escrituras recorreram a uma imagem tão ousada como a da embriaguez, e responde:
“É porque apenas o estado do homem que bebeu a ponto de perder o uso completo da razão pode nos dar uma idéia – embora negativa – do que acontece na mente humana ao receber a inefável alegria do Espírito Santo, que vem divinamente, inundando da abundância da casa de Deus, isto é, antegozando algo da doçura da Jerusalém celestial” (Cf. Enarr. In Ps. 35, 14).
Na embriaguez espiritual, o homem sai de si mesmo, mas não para viver abaixo da sua própria razão (como na embriaguez do vinho ou da droga), mas para viver por sobre ela, na luz de Deus.
Estes pequenos “tira-gostos” no terreno da Tradição são suficientes para dar-nos uma idéia de como se concebia naquele tempo a vida cristã e não – se parece bem – a vida de alguns privilegiados, místicos, mas de todos os batizados (se trata, geralmente, de coisas ditas aos catecúmenos e aos neófitos!). Estamos claramente frente a um Cristianismo carismático que crê firmemente, com todo o Novo Testamento, que a graça é o início da glória e que torna possível, portanto, de agora em diante uma certa experiência direta de Deus.
Os pastores da Igreja, longe de terem medo deste entusiasmo e freia-lo, alimentam-no, são os suscitadores e guias iluminados. Os historiadores comumente chamam aquele século de “o século de ouro” da história da Igreja, mas não parece que se perguntem de onde vinha aquele extraordinário florescimento de gênios na Igreja, aquele esplendor de doutrina nos escritos dos Padres, aquela insuperável capacidade de ler “espiritualmente” a Escritura trazendo alimento substancioso de vida para todo o povo de Deus. Tudo aquilo vinha do fato de que o Espírito Santo “circulava” livremente na Igreja, como o mel nos favos, para usar uma imagem querida àquele tempo; ainda não havia sido traçado caminhos obrigatórios (os canais da graça!) com uma rígida institucionalização, com leis e cânones humanos. A confiança da Igreja não estava tanto na eficiência da sua organização – no ser uma sociedade perfeita – mas repousava na presença, em meio a ela, do Espírito Santo, isto é, no ser uma sociedade espiritual, um corpo animado do Espírito Santo, ainda que estruturada visivelmente em torno aos bispos.
Neste pleno e definitivo reconhecimento da divindade do Espírito Santo, que se verificou neste período, a Igreja procura – quase como prêmio – a experiência de um novo Pentecostes. Este era um tempo no qual se podia ouvir um Bispo (não apenas um simples teólogo!) exclamar ao seu povo:
“Por quanto tempo ainda teremos o grande tesouro escondido debaixo da cama? É hora de colocar a lâmpada (o Espírito Santo!) sobre o candelabro, para que ilumine a todas as igrejas, em todas as almas, em todo o mundo” (Gregório Nazianzeno, Oratio12, 6; PG 35, 856).
 Não passou um par de anos destas palavras para que, no Concílio Ecumênico de Constantinopla de 381, a profissão de fé na plena divindade do Espírito Santo entrasse finalmente no “Credo”: a grande lâmpada estava colocada sobre o candelabro mais alto da Igreja.
As misérias humanas não faltavam também naquele tempo: eram tantas e igualmente graves: Havia heresias, contendas entre igreja e igreja, pequenos cismas, mas não estavam em grau de parar a obra do Espírito, nem de fazer com que a Igreja se curvasse sobre ela mesma. De todas estas coisas, a Igreja – para dizer com São Paulo – vencia, graças àquele que a confortava, que lhe dava força e consolação, e este era o Espírito Santo. No centro da Igreja havia como que um vulcão aceso que com as suas chamas purificava e varria para fora tudo, e não permitia que, nas suas encostas, se aninhassem ao longo vegetações daninhas criadas pelos pecados dos homens.
Prospectando a idéia de uma sóbria embriaguez, então, é como se o chefe supremo da Igreja nos tivesse pedido – e conosco a todos os cristãos – de fazer reviver no Cristianismo de hoje uma experiência de entusiasmo espiritual similar àquela que fez do século IV, “o século de ouro” da sua história.
sobrearochadepedro.wordpress.com


NOSSA CAPA
Como em Pentecostes, ainda hoje o Espírito Santo continua agindo nos cristãos que se deixam guiar por Ele. Assim agiu também nos pais de Alfie, que com grande coragem tentaram de todas as maneiras salvar a vida de seu filho. Admirável também foi a atuação do Pe. Gabriele que administrou todos os sacramentos que o bebê poderia receber e exortou os funcionários do hospital a não participarem do assassinato de Alfie. Também o Papa Francisco e a diretora do hospital Bambino Gesù se esforçaram para obter a transferência da criança.
Thomas Evans, após a morte de seu filho, deixou uma inspirada frase “O meu gladiador baixou seu escudo e ganhou asas”. De fato, Alfie, ao contrário do que afirmavam os “médicos”, causou surpresa com “seu escudo”, sobrevivendo muito além do esperado até finalmente não conseguir mais resistir aos algozes que determinaram sua morte. Recebe então “suas asas”, o prêmio da eterna bem-aventurança. Deus "derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes" (Lc 1,52)
Ivan.
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MEDJUGORJE, 25/4/2018
Queridos filhos. Hoje convido-vos a viver com Jesus vossa vida nova. Que o Ressuscitado vos dê força para que sejam sempre fortes nas provas da vida e fiéis e perseverantes na oração, porque Jesus vos salvou com suas chagas, e com sua Ressurreição, deu-vos uma vida nova. Orem, filhinhos, e não percam a esperança. Que em seus corações haja alegria e paz, e testemunhem a alegria de ser meus. Eu estou convosco e vos amo a todos com meu amor materno. Obrigada por haverem respondido a meu chamado.
Nota: a Igreja ainda não se pronunciou definitivamente a respeito da veracidade das aparições de Medjugorje.



RETIRO COM JUNINHO NA CHAMI DIAS 16 E 17/5 – REAVIVAMENTO NA FÉ
“O fogo se conservará perpetuamente aceso no altar, sem jamais se apagar.” (Lv 6,6)
Participação especial de DANIEL GODRI JR.
JUNINHO é psicólogo, teólogo, pregador internacional, fundador da Missão Ide e autor do livro Homens e Mulheres de Fogo com 500 mil exemplares vendidos.
Avenida Vereador Wadislau Bugalski, 6956
Colônia Lamenha Grande - Almirante Tamandaré – PR  (41) 3657-4285

Evans: a mais
nova vítima do Estado total
Pensando “no melhor interesse” de uma criança, médicos e juízes britânicos decidiram dar-lhe, simplesmente… uma sentença de morte. Inapelável.
Equipe Christo Nihil Praeponere 25 de Abril de 2018
Quase um ano atrás, pouco depois de os pais do bebê Charlie Gard tomarem a difícil decisão de deixar o próprio filho partir, nós deixamos registrada aqui a seguinte frase: “Esses pais que perderam o seu filho, infelizmente, não foram nem serão os primeiros”.
Com isso, não pretendíamos ser “profetas da desgraça”. Nosso diagnóstico partia simplesmente de um exame realista dos fatos. Charlie Gard morreu por causa de uma condição genética rara, é verdade; transferi-lo para outro hospital e tentar outro tratamento poderia até não dar em nada, também é verdade; mas os pais tinham o direito de fazê-lo, e os médicos não tinham direito nenhum de impedi-los. Em casos como esse, é a família a “primeira instância” responsável por uma decisão, não os juízes ou uma junta médica. Era isso o que estava em jogo naquela circunstância, muito mais do que uma discussão bioética sobre “o uso proporcionado dos meios terapêuticos”.
Hoje, mais uma vez, as atenções de todo o mundo se voltam para o Reino Unido, onde uma nova batalha judicial põe em xeque a vida de uma criança.
Trata-se do pequeno Alfie Evans, portador de uma “condição neurológica degenerativa” para quem, segundo a equipe do Hospital Pediátrico Alder Hey, de Liverpool, qualquer tratamento seria inútil. Os pais da criança, Tom Evans e Kate James, “lutaram em todas as instâncias do Judiciário para que o suporte artificial à vida de Alfie não fosse descontinuado e o bebê pudesse ser transferido para outro hospital, na esperança de ter sua condição diagnosticada com exatidão”, mas, até o presente momento, todas as suas tentativas foram em vão.
As semelhanças com o caso Charlie Gard são impressionantes e parecem indicar uma nova tendência, mais do que uma simples coincidência.
As poucas diferenças que existem entre as duas crianças, na verdade, só tornam ainda mais revoltante a situação de Alfie: para este, “até agora os médicos não chegaram a um diagnóstico definitivo, e por isso nem todos os tratamentos possíveis foram empregados”. A única coisa que esses pais desejam, portanto, é procurar uma opinião diferente, na esperança de salvar o próprio filho. Mas médicos e juízes juntos, sob o pretexto de estarem agindo “no melhor interesse” de Alfie, decidiram dar ao menino, simplesmente… uma sentença de morte. Não querem deixá-lo sair do hospital. Não queriam sequer fornecer a alimentação necessária para a sobrevivência da criança. Às favas a vontade — e o desespero — dos pais.
Aqui não há por que se falar, portanto, nem mesmo de “obstinação terapêutica”. Não chegaram a se esgotar sequer todas as possibilidades de tratamento médico. A decisão do Hospital Alder Hey e das mais altas instâncias do Judiciário inglês, que têm o caso nas mãos, é mais despótica do que se poderia pensar.
Para entender em que tudo isso nos afeta, basta pensar como o Estado tem tomado arbitrariamente das famílias o poder natural que elas detêm sobre as crianças.
Tome-se como exemplo o que acontece na educação em nosso país. Há ideólogos — filósofos, pedagogos, professores — que, mesmo com decisões legislativas recentes rejeitando a “teoria de gênero” nos planos de educação (tanto a nível nacional quanto a nível municipal), insistem em que não deixarão de abordar esse assunto em sala de aula, não importa o que pensem e o que digam pais e mães. Assim como os médicos do caso Alfie Evans, certas classes de “especialistas” já têm certeza do que é melhor para os nossos filhos.
“A pior ditadura é a do Poder Judiciário; contra ela, não há a quem recorrer.”
Se o que esses “especialistas” acham entra em choque com o desejo dos pais, pior para estes, pois o Judiciário, no mundo todo, vai se alinhando cada vez mais à tendência de se sobrepor às famílias em questões fundamentais para a vida e o futuro dos nossos filhos. Assim, pais e mães ficam de mãos atadas, como está acontecendo no Reino Unido, comprovando uma famosa frase de Rui Barbosa: “A pior ditadura é a do Poder Judiciário; contra ela, não há a quem recorrer.”
É exatamente isso, os pais de Alfie não têm mais a quem recorrer. A justiça dos homens não está do seu lado, e a medicina humana já desistiu de salvar-lhes o filho. Só o que resta, a essas mais novas vítimas do “Estado total” — o Estado que está “para além do bem e do mal” e que fagocita seus cidadãos e suas famílias —, é esperar um milagre. A insistência de Alfie em sobreviver, por mais de 48 horas*, sem o suporte respiratório que os médicos pensavam ser “vital”, pode ser o começo de um.
https://padrepauloricardo.org/blog
Nota: Alfie somente faleceu 4 dias depois de retirado o respirador. Foi privado por muitas horas de necessidades básicas como alimentação, hidratação e máscara de oxigênio. Morreu pouco após uma enfermeira administrar-lhe quatro drogas para “tratá-lo”. Poderia estar vivo se os “médicos” e juízes lhe tivessem permitido ir para casa. (Com informações de lanuovabq.it)


DIA DAS MÃES
Dia 13 de Maio Dia de Nossa Senhora de Fátima e Dia das Mães!
Mãe minha Vida, Minha Rainha!
Feliz Dia das MÃES.
Irma de Fátima.



Camila Varani nasceu de nobre família, em 9 de abril de 1458. Era filha ilegítima de Júlio Cesar de Varani, Senhor de Camerino. Foi criada na corte sob os cuidados de Joana Malatesta, esposa do grande senhor. Recebeu do pai um espírito vivo e apaixonado, o amor do mundo e da eloqüência, e dons para a filosofia e teologia.
Muitos fatos de sua vida ela mesma os descreveu em uma longa carta autobiográfica endereçada a Domenico da Leonessa, que a havia iniciado no caminho da vida interior ao pregar a Paixão de Jesus em Camerino, na Sexta-feira Santa de 1466 ou 1468. A graça então trabalhou na sua alma e ela contou o efeito produzido no seu íntimo por aquele sermão ouvido aos oito anos. Fez nessa altura a promessa de cada sexta-feira derramar uma lágrima de amor à Paixão.
Na adolescência sentiu-se inclinada para um cavaleiro que lhe recitava versos de amor. Mas um terrificante sermão da Quaresma foi a ocasião de ela voltar a Deus para sempre: tinha 20 anos, e passaram-se ainda mais dois antes de a Providência lhe indicar que deixasse o mundo. Uma visão de Nosso Senhor e uma grave doença foram os sinais deste chamamento; soube vencer a ambição que o pai colocava nela e soube, sobretudo, triunfar do afeto que a si era dedicado.
Em 14 de novembro de 1481 pode entrar no mosteiro das Irmãs Pobres de Santa Clara de Urbino, assumindo o nome de Irmã Batista. Em 1483 emitiu a profissão em Urbino; mas, no ano seguinte, fundando seu pai um mosteiro em Camerino, a Irmã Batista, acompanhada de oito religiosas, foi designada para fazer parte da nova comunidade.

Pouco tempo depois, recebeu visões múltiplas de anjos, de Nossa Senhora e da Cruz. Mas foi, sobretudo, às dores espirituais de Nosso Senhor que a Irmã Batista esteve intimamente associada,dignando-se Cristo revelar-lhe tudo o que O tinha atormentado na sua agonia. Foi em 1490 que lhe deu ordem o confessor para escrever a história da sua vida interior, talvez para infundir luz no meio duma longa prova, enquanto por quatro anos o desespero a assaltava cada dia.
Cultivou um grande amor a mais alta pobreza pessoal e comunitária. Sempre aberta às necessidades dos outros, foi enviada por Júlio II a Fermo para fundar ali um mosteiro de Clarissas. Por ter permanecido dez meses na cidade de Sanseverino (1521-1522), acredita-se que ela ali esteve para plasmar a nova comunidade de Clarissas.
Era um tempo em que a Santa Igreja passava por um relaxamento de costumes que daria pretexto a Martinho Lutero para se separar dela em 1517. Irmã Batista, segundo testemunho de uma Irmã, “ardia de tal forma de desejo de renovamento da Igreja, que não podia dormir nem comer e às vezes por causa disto adoecia gravemente”.
Os tumultos, endêmicos na Itália dessa época, não pouparam Camerino. Cesar Borja lançou seu exército contra Camerino e o pai de Irmã Batista colocou sob a tutela da filha Clarissa o filho mais novo, João Maria, com a mãe e o tesouro de estado para salvar a dinastia. A Santa, com uma Irmã de hábito, procurou refúgio em Atri, onde foi recebida por Isabel Piccolomini, esposa do Duque Mateus Acquaviva.
Entretanto, o pai e três irmãos da Santa foram assassinados em 1503. A Clarissa podia acaso esquecer que era princesa e não sentir até ao íntimo o pesar que a afligia? César Borja, o responsável pelo desastre, perdeu, com Alexandre VI, aquele que o sustentava. Os Colonnas ajudaram João Maria a reconquistar a sua cidade. Mas já então a abadessa (desde 1499 Batista ocupava este cargo) tinha perdoado aos inimigos.
Por volta de 1521, atendendo ao pedido de um religioso, escreveu a obra A pureza do coração, sublime itinerário de perfeição em que comunica sua extraordinária experiência de vida.
Ela contribuiu para o desenvolvimento e mesmo para a instituição dos Capuchinhos: o Beato Mateus de Bascio, antes de ser frade menor da Observância, tinha sido protegido pelos Varani. E ela interveio bastante eficazmente para obter de Clemente VII a bula de 1524 que autorizava o novo ramo da Ordem franciscana.


Em 1527 uma terrível peste assolou a Itália; vítima dela morreu a abadessa aos 69 anos. Os milagres levaram ao culto público. Em 1843 Gregório XVI reconheceu esse culto ininterrupto dedicado a ela; em 1891, Leão XIII aprovou os atos do processo em vista da canonização e em 1893 aprovou os seus escritos. Bento XVI a canonizou em 17 de outubro de 2010.
Corpo incorrupto da Santa. 


Fontes:

Cf. Pe Jose Leite, S.J. Santos de cada dia; www.santiebeati.it; e blog: Heroínas da Cristandade. 

Orações ao Espírito Santo
Espírito de Deus,enviai dos céus um raio de luz!
Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons.
Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde!
No labor descanso, na aflição remanso, no calor aragem.
Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele.
Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente.
Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei.
Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons
Dai em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna!
Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!
Deus do universo, que no mistério do Pentecostes santificais a Igreja dispersa entre todos os povos e nações, derramai sobre a terra os dons do Espírito Santo, de modo que também hoje se renovem nos corações dos fiéis os prodígios realizados nos primórdios da pregação do Evangelho. Por Nosso Senhor. Amém.

Notícias curtas
- O Papa Francisco institui a Memória de “Maria Mãe da Igreja”, cuja festa litúrgica será celebrada todos os anos na segunda-feira após Pentecostes.
- Recentemente algumas jovens seqüestradas pelos terroristas do Boko Haram, na Nigéria, foram libertadas. Entretanto, Leah Sharibu, jovem cristã de 15 anos, não renunciou ao cristianismo, condição imposta pelos terroristas para sua libertação. Preferiu o cativeiro a renegar a fé em Cristo.
- Relatório da Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional demonstra que as condições para a liberdade religiosa pioraram no mundo inteiro no ano passado.
- Vitória da vida: El Salvador rejeitou projeto de legalização de aborto.
- O novo Presidente do Paraguai, Mário Benítez se comprometeu a defender a vida humana desde a concepção.
- Trump, que havia cortado o financiamento do aborto, recentemente sucumbiu à pressão dos abortistas, traiu suas promessas, voltando a financiar a IPPF, multinacional que promove a matança de bebês em gestação mundo afora.
- O Papa Francisco pediu a oração do terço pela paz durante todo o mês de maio.
- Dia 16/4 Bento XVI comemorou seu aniversário natalício de 91 anos na companhia de seu irmão mais velho (94 anos), o padre Georg Ratzinger.

CASA PRÓ-VIDA MÃE IMACULADA
O informativo da Comunidade AMI, começa uma parceria com a Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, sempre traremos um artigo sobre tema relacionado à vida, à família e/ou divulgação dos eventos da Casa Pró-Vida.
Legenda Foto: A árvore da vida contém as fotos de algumas crianças salvas pelo trabalho da instituição. Foto: Marcia Elizandra Faustino
A Casa Pró-Vida Mãe Imaculada é uma instituição católica, que acolhe mulheres que estão em risco de fazer um aborto, aconselhando-as de que a vida é a melhor escolha. A Casa presta auxílio psicológico, médico, jurídico, material e assistencial à mulher e ao bebê. Nestes 5 anos de inauguração já foram atendidas mais de 400 mulheres e centenas de bebês nasceram. Todo trabalho é desenvolvido por voluntários e sustentado por benfeitoria.
Na edição deste mês, temos um super convite para você mulher. Estamos preparando o V Dom de Ser Mulher, o evento acontece todos os anos e em 2018 tem como tema, “O Jardim da Alma Feminina”. Abrangendo a espiritualidade e a psicologia, as palestras permitirão às mulheres conhecerem mais toda a beleza de suas almas e corações conforme aquilo que Deus pensa de nós, mulheres. Para que como Santa Terezinha do Menino Jesus, possamos dizer: “Sou aquilo que Deus pensa de Mim”.
As vagas são limitadas e toda a renda será revertida em ajuda às mulheres e crianças atendidas pela Casa Pró-Vida Mãe Imaculada. Acesse e compre seu ingresso: www.casaprovidami.com.br
DATA  
Domingo 10/06/2018
HORÁRIO
Início : 09:30hrs os portões estarão fechados antes do horário de início para a organização do local.
Término:  19:00hrs  com  Santa Missa presidida pelo Padre Silvio Roberto, MIC– Diretor da Casa Pró-Vida.
LOCAL
Chácara Encanto das Areias
Rua José Júlio Tortato, 20  Campo de Santana – Curitiba – Paraná
**ESTACIONAMENTO GRATUITO no espaço do evento
VALOR
Incluso almoço e café colonial *
Pode ser parcelado em  3 vezes no cartão**
1° Lote  23/03 a  20/05-  R$150,00
2° Lote 21/05 a 09/06  –  R$ 160,00
PALESTRANTES 
Pregadora Danielle Quirino
Missionária Neide Gerber
Psicóloga Graceliz Plocharski
Psicóloga Gleice Justo
Padre Silvio Roberto, MIC
Texto: Marcia Elizandra Faustino
Comunicação Casa Pró-Vida Mãe Imaculada



As aparições de Nossa Senhora de Caravaggio
Estamos no início do século XV e a Igreja Católica encontra-se desde o século XIV, agitada por disputas internas e divisões bastante sérias, inclusive com o surgimento de alguns antipapas.
A Itália por sua vez também, politicamente, vivia momentos graves, assolada pro guerras internas. Por exemplo, o norte, região de Milão, com a província (república) de Veneza.
Nesse ambiente conturbado vamos encontrar no pequeno vilarejo de Caravaggio, norte do país, próximo de Milão.
A senhora Joaneta Vacchi mulher simples, pobre e sofredora, pois seu marido, homem de coração duro, a tratava muito mal.
Na tarde do dia 26 de maio de 1432, por volta de 05 horas da tarde, enquanto fazia sua lida diária,  buscava comida para os animais um pouco distante de casa. Com medo de ser espancada pelo marido caso demorasse para voltar para casa, Joaneta pedia ajuda a Mãe de Deus e ia rezando:
 Ó Senhora Santíssima, ajudai-me Vós…que eu já não consigo suportá-lo… Só Vós ó querida Mãe, podeis fazer cessar esses meus sofrimentos. Ninguém me ajuda e me consola… Tende piedade de mim!
Estava assim dirigida esta sua oração a Nossa Senhora, quando eis que uma luz inesperada a envolve e lhe chama a atenção para algo misterioso, ao seu redor. Ergue os olhos e ei-la diante da Rainha do Céu, que sem demora lhe diz:
– “Não temas, ó filha, consola-te, que as tuas orações foram atendidas pelo Meu Divino Filho, por Minha intercessão e já te estão preparados os tesouros do Céu. Mas agora, dobra os joelhos por terra e ouve com reverência aquilo que te vou dizer: O mundo cheio de iniqüidades, tinha provocado a indignação do Céu. O Meu Divino Filho queria punir severamente esses homens, autores de iniqüidade e cheios de pecados e de crimes, mas Eu rezei pelos miseráveis pecadores, supliquei longamente e, finalmente Meu Divino Filho aplacou-Se. Por isso, ordena que, por tão assinalado benefício, jejuem uma sexta-feira a pão e água e festejem um sábado em Minha honra, porque Eu quero este sinal de gratidão dos homens pela importantíssima graça por Mim obtida a seu favor. E a gora vai, ó filha, e revela a todos esta Minha vontade”.
Atordoada pela admiração e pela maravilha, Giannetta responde:
– “Como poderei eu, ó minha Mãe, fazer aquilo que me pedis? Quem acreditará nas minhas palavras? Eu sou demasiado pobre e mesquinha, e ninguém me acreditará!”.
– “Acreditar-te-ão, acrescentou Nossa Senhora, porque Eu Mesma confirmarei as tuas palavras com evidentes milagres!…”
Dito isto, desapareceu, deixando gravadas, no lugar em que Se havia manifestado as pegadas de Seus beatíssimos pés, junto das quais brotou uma fonte de água.
Esta foi a única aparição de Nossa Senhora.
São de admirar as palavras sérias isso em 1942. Que dirá hoje a Nossa querida Mãe do Céu?
Em 1992 o Santo Padre o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Caravággio na Itália local da aparição de Nossa Senhora  e permaneceu lá três dias em oração.
A seguir descrevemos alguns tópicos de Mensagem de Nossa Senhora a sua escolhida:
__ Deus pediu oração, conversão e penitência;
__ Os homens devem mostrar gratidão a Virgem Maria, por sua intercessão no Céu, dedicando o sábado a sua devoção;
__ Anunciou que Deus, sentindo-se ofendido pelos pecados da humanidade, tem intenção de permitir a destruição do planeta, porém ela, a nossa Mãe, com suas súplicas, tem obtido o adiamento do Castigo;
__ Sua vinda era para anunciar a paz;
Após escutar a mensagem da Rainha do Céu e da terra, Giannetta com sinceridade, respondeu que as pessoas de maneira geral não iriam dar crédito a ela.
Porém Nossa Senhora tranqüilizou-a, afirmando:
– ”Levanta-te e não temas, mas relata o que te anunciei”.
E fazendo o sinal da Cruz sobre ela, desapareceu.
Nesse local, o da Aparição, foi construída um grande e lindíssimo Santuário.
Outros Acontecimentos:
__ Dentre as várias graças alcançadas em conseqüência da manifestação de Nossa Senhora, citamos o fim dos desentendimentos na Igreja e a paz no território italiano, entre Veneza e Milão;
__ Também o aparecimento de uma fonte d’água foi uma grande misericórdia. Existe até hoje, junto ao Santuário, tem proporcionado, durante mais de cinco séculos, milhares de curas. Inclusive aconteceu ali um grande prodígio, conforme narrativas da época:
Uma pessoa, de nome Graciano, não acreditando nos relatos envolvendo o milagre da fonte, jogou com descaso um galho de árvore seco dentro dela; qual não foi a surpresa, imediatamente ele ganhou vida e floresceu. Inclusive esse pequeno arbusto está presente na imagem de Nossa Senhora de Caravaggio.
__ É muito importante salientarmos que os imigrantes italianos, oriundos de um pais muito católico e Mariano, espalharam essa devoção pelo mundo; principalmente aqui em nosso Brasil:
·         Santuário de Caravaggio, em Farroupilha (RS);
·         Santuário de Caravaggio, em Canela (RS);
·         Santuário de Caravaggio, em Paim Filho (RS);
·         Santuário de Caravaggio, em Azambuja (Brusque/SC);
·         Santuário de Caravaggio, em Criciúma/SC);
·         Santuário de Caravaggio , em Matelândia (PR).
__ No Rio Grande do Sul, a diocese de Caxias do Sul, em 1959, recebeu do Vaticano a confirmação de que Nossa Senhora de Caravaggio, passava a ser sua Padroeira.
E dezesseis anos depois (1975) aquele que viria a ser o futuro Papa João Paulo I (Cardeal Albino Luciani), passando por Caxias do Sul, enviou sua mensagem ao Santuário de Caravaggio.
__ Em Farroupilha o primeiro Santuário foi inaugurado em 1879 e o atual, belíssimo, em 1963;
Concluindo, podemos dizer claramente:
             “Os filhos devotos não conseguem viver sem a sua Mãe!”








Mensagem de Páscoa e Bênção Urbi et Orbi 2018 do Papa Francisco
Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!
Jesus ressuscitou dos mortos.
Ressoa na Igreja, por todo o mundo, este anúncio, juntamente com o cântico do Aleluia: Jesus é o Senhor, o Pai ressuscitou-O e Ele está vivo para sempre no meio de nós.
O próprio Jesus preanunciara a sua morte e ressurreição com a imagem do grão de trigo. Dizia: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24). Foi isto mesmo que aconteceu: Jesus, o grão de trigo semeado por Deus nos sulcos da terra, morreu vítima do pecado do mundo, permaneceu dois dias no sepulcro; mas, naquela sua morte, estava contida toda a força do amor de Deus, que se desencadeou e manifestou ao terceiro dia, aquele que celebramos hoje: a Páscoa de Cristo Senhor.
Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não decepciona. É a força do grão de trigo, a do amor que se humilha e oferece até ao fim e que verdadeiramente renova o mundo. Esta força dá fruto também hoje nos sulcos da nossa história, marcada por tantas injustiças e violências. Dá frutos de esperança e dignidade onde há miséria e exclusão, onde há fome e falta trabalho, no meio dos deslocados e refugiados – frequentemente rejeitados pela cultura atual do descarte – das vítimas do narcotráfico, do tráfico de pessoas e da escravidão dos nossos tempos.
E nós, hoje, pedimos frutos de paz para o mundo inteiro, a começar pela amada e martirizada Síria, cuja população se encontra exausta por uma guerra sem um fim à vista. Nesta Páscoa, a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que se ponha imediatamente termo ao extermínio em curso, respeite o direito humanitário e proveja a facilitar o acesso às ajudas de que têm urgente necessidade estes nossos irmãos e irmãs, assegurando ao mesmo tempo condições adequadas para o regresso de quantos foram desalojados.
Frutos de reconciliação, imploramos para a Terra Santa, ferida, também nestes dias, por conflitos abertos que não poupam os indefesos, para o Iémen e para todo o Médio Oriente, a fim de que o diálogo e o respeito mútuo prevaleçam sobre as divisões e a violência. Possam os nossos irmãos em Cristo, que muitas vezes sofrem abusos e perseguições, ser testemunhas luminosas do Ressuscitado e da vitória do bem sobre o mal.
Frutos de esperança, suplicamos neste dia para todos aqueles que anseiam por uma vida mais digna, especialmente nas regiões do continente africano atormentadas pela fome, por conflitos endémicos e pelo terrorismo. A paz do Ressuscitado cure as feridas no Sudão do Sul: abra os corações ao diálogo e à compreensão mútua. Não esqueçamos as vítimas daquele conflito, sobretudo as crianças! Não falte a solidariedade em prol das inúmeras pessoas forçadas a abandonar as suas terras e privadas do mínimo necessário para viver.
Frutos de diálogo, imploramos para a península coreana, para que os colóquios em curso promovam a harmonia e a pacificação da região. Aqueles que têm responsabilidades diretas ajam com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e construir relações de confiança no âmbito da comunidade internacional.
Frutos de paz, pedimos para a Ucrânia, a fim de que se reforcem os passos a favor da concórdia e sejam facilitadas as iniciativas humanitárias de que necessita a população.
Frutos de consolação, suplicamos para o povo venezuelano, que vive – escreveram os seus Pastores – como que em «terra estrangeira» no seu próprio país. Possa, pela força da Ressurreição do Senhor Jesus, encontrar a via justa, pacífica e humana para sair, o mais rápido possível, da crise política e humanitária que o oprime e, àqueles dentre os seus filhos que são forçados a abandonar a sua pátria, não lhes falte hospedagem nem assistência.
Frutos de vida nova, Cristo Ressuscitado dê às crianças que, por causa das guerras e da fome, crescem sem esperança, privadas de educação e assistência sanitária; e também aos idosos descartados pela cultura egoísta que põe de lado aqueles que não são «produtivos».
Frutos de sabedoria, imploramos para aqueles que, em todo o mundo, têm responsabilidades políticas, a fim de que respeitem sempre a dignidade humana, trabalhem com dedicação ao serviço do bem comum e garantam progresso e segurança aos seus cidadãos.
Queridos irmãos e irmãs!
Também a nós, como às mulheres que acorreram ao sepulcro, é-nos dirigida esta palavra: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou!» (Lc 24, 5-6). A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição (cf. João Paulo II, Palavras no final da Via-Sacra, 18/IV/2003). Com a força do amor de Deus, ela «afugenta os crimes, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes, derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz» (Precônio Pascal).
Feliz Páscoa para todos!


Eles iam se casar, Deus os chamou e agora ele é sacerdote e ela religiosa
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Pe. Javier Olivera e a Irmã Marie de la Sagasse - Foto do casal durante o namoro
Antes de entrar na vida consagrada, o Pe. Javier Olivera e a Irmã Marie de la Sagesse chegaram a ficar noivos e queriam se casar, mas Deus tinha outros planos. Esta é sua história.
O Pe. Olivera indicou que ambos cresceram em famílias católicas e “os nossos pais se conheciam desde quando eram jovens”. Por isso, eles sempre se encontravam quando eram crianças, apesar de se afastarem durante a adolescência.
"Estive bastante afastado da prática religiosa. Aos 19 anos, voltei de uma viagem ao Peru e a conheci. Perguntei-lhe se acreditava na virgindade até o casamento, porque para mim era algo inventado pela Igreja. Ela me explicou tão bem e me deu fundamentos da fé e da razão sobre a pureza que fiquei impressionado. Encontrei uma mulher que sabia defender o que acreditava e que também era inteligente", afirmou.
Pouco depois começaram a namorar. Naquela época, ambos estudavam Direito, ele na Universidade Nacional de Buenos Aires e ela, na Universidade Nacional de La Plata.
O Pe. Olivera manifestou que "foi um namoro comum, mas tentamos aproveitar a vida cultural através da música, da literatura e da filosofia. Líamos alguns livros juntos, saíamos para tomar café. Tínhamos um grupo de amigos que participavam das conferências dos autores católicos argentinos".
“Eu comecei a praticar a fé, a rezar, a ir à Missa aos domingos. Tudo isso graças a ela, a Deus principalmente, mas ela foi um instrumento”, manifestou o sacerdote. Ele destacou que também cultivaram juntos uma vida de piedade através da oração do Terço e da Eucaristia.
Por sua parte, a Irmã Marie de la Sagesse, cujo nome de batismo é Trinidad Maria Guiomar, disse ao Grupo ACI que, nesse então, o que ela mais valorizava no seu namorado era “sua busca sincera da verdade sem medo das consequências”.
Ambos ficaram noivos aos 21 anos e decidiram se casar quando terminassem a faculdade. Ainda faltavam dois anos e meio.
A descoberta da vocação
Entretanto, um dia o irmão mais velho da menina disse que ia entrar para o seminário e "nos deixou surpresos porque não esperávamos esta notícia".
“Eu tinha um carro e com a minha noiva decidimos levá-lo ao seminário, localizado em San Rafael, Mendoza”, indicou, e ambos permaneceram alguns dias na região para que Javier pudesse visitar alguns amigos que estavam no seminário e ela visitou as amigas que estavam no convento.
"Quando voltamos, conversamos sobre tudo isso que parecia uma loucura, o fato de que o seu irmão deixasse tudo, a possibilidade de ter uma família, uma carreira muito importante. Começamos a nos perguntar: ‘O que aconteceria se Deus nos chamasse para a vida religiosa? A primeira coisa que dissemos foi ‘não’ e que era uma loucura porque éramos noivos e já estávamos comprando as coisas para o nosso casamento", contou o Pe. Olivera.
Algumas semanas depois, “continuava me perguntando o que a aconteceria se Deus me chamasse, se eu tivesse que deixar tudo. Por que não ser sacerdote? Como saber se para mim a melhor maneira de chegar ao céu é através da vida sacerdotal ou do matrimônio? Onde eu posso fazer o bem maior?”.
Depois de tantas dúvidas, ele decidiu contar as suas inquietudes vocacionais para a sua noiva, que confessou que ela também estava "pensando a mesma coisa", desde que o seu irmão havia entrado no seminário.
Entretanto, nenhum dos dois se decidia de vez. “Como ainda faltavam dois anos para terminar a universidade de Direito, esta era uma ótima desculpa para ainda não poder entrar no seminário nem no convento", indicou o Pe. Olivera.
O diretor espiritual deles era “um monge muito prudente”, que lhes disse: “Olha, esse é um assunto de cada um de vocês com Deus. Ninguém pode entrar nas almas”.
Por sua parte, a Irmã Marie de la Sagesse indicou ao Grupo ACI que "foi um longo período de discernimento, cerca de dois anos, até que Deus me mostrou claramente que a minha vocação era na vida consagrada".
Quando terminaram seus estudos, ambos abraçaram a sua vocação. Em 2008, aos 31 anos, ele foi ordenado sacerdote na Diocese de San Rafael e fez seus votos perpétuos na congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso.
Atualmente, o Pe. Olivera é professor universitário, tem um blog chamado “Que no te la cuenten" e escreveu um livro sobre dúvidas vocacionais intitulado “Alguna vez pensaste? El llamado de Cristo”.
A Irmã Marie de la Sagesse vive no sul da França e realiza o seu apostolado na paróquia de Saint Laurent, na Diocese de Fréjus-Toulon.
A respeito da sua história, expressou que "considero o chamado de ambos quase ao mesmo tempo uma graça especial, uma delicadeza da Divina Providência, que não perde nenhum detalhe. E valorizo muito que tanto a nossa amizade quanto a das nossas famílias continue".
"Agora temos uma linda amizade, ela é a minha melhor amiga", disse o Pe. Olivera.



Poder do Espírito Santo naqueles que o invocam (II)
Um forte impulso
evangelizador é um dos efeitos do Espírito Santo no cristão: é o que confirmam
a Zenit alguns responsáveis da «Renovação Carismática Católica» (RCC).
Para aprofundar a reflexão na experiência de um Pentecostes «pessoal» e de sua
repercussão na evangelização, como pediu João Paulo II nas vésperas da solenidade
de Pentecostes deste ano (30 de maio), ZENIT falou com alguns expoentes da RCC.
«Desde que recebi pela primeira vez a efusão do Espírito, depois de ter
resistido durante muito tempo à graça proposta, minha vida se transformou
totalmente», reconhece Cathy Brenti, vice-presidente dos «Serviços
Internacionais da Renovação Carismática Católica» (ICCRS), com sede na Cidade
do Vaticano, reconhecido pelo Conselho Pontifício para os Leigos.
Este Conselho internacional serve de comunicação e enlace para esta realidade
eclesial de cuja espiritualidade participam cerca de 120 milhões de católicos
de todo o mundo.
Membro –junto a seu marido Claude– da «Comunidade das Bem-aventuranças»,
Cathy Brenti –que participa ativamente em ambientes da RCC na França e no
mundo– admite: «O Espírito Santo em minha vida é um “sopro”, uma “respiração”
que não me abandona nunca desde há trinta anos»: «este sopro me fez seguir a
Cristo até dar-lhe toda minha vida», prossegue.
(Formada por leigos, consagrados e sacerdotes, e famílias, a «Comunidade das
Bem-aventuranças» (
www.beatitudes.org)
está presente nos cinco continentes. Foi fundada em 1974 –por um antigo pastor
protestante francês convertido ao catolicismo, Ephraim Croassant, por sua
esposa, Josette, e por outro casal– na corrente da RCC. Trata-se de uma
comunidade de vida residencial contemplativa e missionária que vive o carisma
de Santa Teresa do Menino Jesus. Ndr).
«Comprometidos há vinte e seis anos em uma dessas novas comunidades, das quais
João Paulo II acaba de recordar que são “uma resposta providencial suscitada
pelo Espírito à necessidade atual de nova evangelização”, meu marido e eu
descobrimos constantemente que é o Espírito que nos anima, que o Espírito é toda
nossa vida», sublinha Cathy Brenti a Zenit.
«Não há nada “mágico” –adverte–, contudo, toda invocação, toda oração
dirigida com fervor ao Senhor Espírito Santo, espírito de conselho e de força,
encontra necessariamente eco em seu coração e uma resposta favorável, segundo
seus caminhos».
«Como tomar decisões para nossa vida sem fazer referência antes de tudo a este
tesouro da vida a este dispensador de dons? Como crescer em fervor sem a ajuda
do Espírito Santo? Os dons que nos oferece são inestimáveis e estamos atentos
para não sufocá-los, mas, pelo contrário, para honrá-los e vivê-los dia após
dia. “Envia teu Espírito, Senhor, e renovarás a face da terra!”», conclui.
«Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis meus
testemunhos», diz Jesus (Atos 1, 8): «O Batismo no Espírito experimentado na
Renovação Carismático representa este convite a ser missionário», reconhece por
sua parte Matteo Calisi, presidente da «Catholic Fraternity of Charismatic
Covenant Communities and fellowship» («Fraternidade Católica Internacional das
Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança») – (
www.catholicfraternity.net)–.
(Reconhecida pela Santa Sé, a «Fraternidade Católica» reúne mais de cinqüenta
comunidades históricas da RCC dos cinco continentes, tais como a «Comunidade
das Bem-aventuranças», a «Comunidade Emmanuel» de Paris ou a «Comunidade de
Jesus», em Bari. Ndr).
«Atualmente a Igreja precisa redescobrir esta renovada evangelização cheia da
“força do alto” como fruto de um “Pentecostes pessoal”», sublinha Calisi.
«Calcula-se que cerca de 120 milhões de católicos viveram uma “nova efusão do
Espírito Santo” –assegura a ZENIT–. Eles, portanto, têm a tarefa e o
privilégio de estar “revestidos de capacidade” para ser “enviados a
evangelizar” (.). Oremos ao Espírito para que nossa resposta seja afirmativa».
Calisi enfatiza que os dons do Espírito são «instrumentos para a
evangelização»: «sinais, milagres, prodígios e curas são o testemunho mais
forte e mais poderoso que o Espírito Santo faz à Palavra do Evangelho para a
conversão dos incrédulos».
«Através do ensino da Igreja primitiva, a Renovação Carismática aprendeu a
apreciar o uso dos carismas para evangelizar –sublinhar–. A Igreja de hoje
possui o mesmo poder de Jesus e da Igreja do Novo Testamento de pregar, curar e
expulsar demônios».
De fato, «a doutrina da Igreja e a experiência da Renovação Carismática em seus
mais de 30 anos de vida nos revelam um belo ensinamento: se os cristãos não
usam os dons e carismas do Espírito Santo, estes morrerão», alerta Matteo
Calisi.
«Por isso a Palavra de Deus (Cf. 1 Cor 12, 4-11; 14,1; Ef 4,11) vem em nossa
ajuda animando-nos a desejar honesta e humildemente os carismas para a
edificação da Igreja».